OS DEZ MAIORES PERIGOS PARA A SOCIEDADE - FINAL

Guerra

 

         Poderia-se dizer que de todos estes perigos a guerra é o maior. Mas a guerra não é uma causa, é uma conseqüência. É da crença errônea em Deus que surge o fanatismo religioso que fomenta o terrorismo. Judeus lutam contra mulçumanos, que por sua vez lutam entre si e suas facções no Oriente Médio; católicos e protestantes se digladiam na Irlanda do Norte; o oriente ameaça acabar com o ocidente descrente. Quando privados de seus direitos elementares, quando injustiçados e impedidos de consumir, alguns cidadãos se rebelam, entram para o mundo do crime, matam. A guerra nos lares, nas escolas, nos sindicatos, no campo, nas empresas, no senado, nos morros, nas ruas, na praça. A guerra do tráfico, da ignorância, do descaso, da injustiça, do silêncio, da indiferença, da impunidade, das armas, da mídia.

A guerra espalha-se como um câncer trazendo conseqüências desastrosas para a sociedade. Mas não é somente aquela guerra travada com armas, tanques e mísseis que vemos na TV. Existe uma guerra silenciosa, aquela travada dentro de cada um, aquela produzida pelo ódio, pela depressão, pela falta de auto-estima, pela inveja, pela ganância, pelo desamor. Existe a guerra que germina da semente do estupro, da fome, do desprezo. Esta guerra interior se exterioriza formando seres humanos hipersensíveis ou insensíveis; ela comanda os suicídios e as doenças mentais. Esta guerra produz os ditadores, os sanguinários, os terroristas, os filhos bastardos da democracia. É ela quem alimenta o mundo do crime. Pessoas doentes, vítimas de uma sociedade doente, transformam o mundo numa praça de guerra.

 

 

Destruição da natureza

 

            Pode-se notar o alto nível de burrice humana através da depredação do meio-ambiente. Quando o ser humano destrói seu meio natural, quando ele aniquila a natureza que fornece-lhe seu sustento, seu ar, ele dá demonstrações claras de que não pensa com o intelecto, mas com as cifras. Os Estados Unidos da América se recusaram a assinar um importante tratado que garantiria o compromisso com o meio-ambiente e o planeta. Diariamente milhões de litros de água servida são despejados nos rios e nos mares, vindos dos esgotos das casas e das fábricas e indústrias do planeta. Imensas áreas florestais sucumbem diante dos desmatamentos e das queimadas para dar lugar a pastos, plantações, fazendas e casas. A lista de animais extintos ou em perigo de extinção cresce velozmente. Espécies de plantas e árvores também são extintas. Nas grandes cidades a poluição generalizada causa doenças e aumenta o buraco na camada de ozônio.

         O ser humano polui e destrói a água que bebe, o ar que respira, os animais e as plantas que o mantém vivo, que são necessários ao bom equilíbrio ecológico. Ele despreza o futuro, consome todos os produtos naturais como se eles fossem eternos, como se o amanhã não existisse. O que acontecerá, então, quando não houver mais matas a serem devastadas, animais a serem extintos, eco-sistema a ser destruído? O que acontecerá quando os peixes sumirem dos oceanos daqui a 50 anos como comprovaram os cientistas? E se sumirem também os peixes dos rios? Como poderá sobreviver a humanidade diante desse caos ecológico que se descortina?

         A natureza e o ser humano não são duas partes distintas de um sistema vivo, mas são eles o próprio sistema. Todavia, a natureza poderia sobreviver muito bem e saudável sem o homem e suas máquinas de destruição, mas poderia este viver sem a natureza? Não satisfeito em destruir somente a si mesmo, o ser humano quer também destruir tudo ao seu redor. E o que restará? Será que o pior perigo para a sociedade é o próprio ser humano? Então, talvez devamos esperar, em fim, pelo fim da sociedade.

 

 

Mizael de Souza Xavier

 

10 de novembro de 2006.

OS DEZ MAIORES PERIGOS PARA A SOCIEDADE - parte 4

Espoliação dos direitos humanos

 

Todos os seres humanos nascem livres em seus países e com todos os seus direitos garantidos pelas constituições e pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. O artigo quinto da Constituição Federal brasileira garante que: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade...”. Daí segue-se uma lista com os direitos invioláveis do cidadão, tais como: ninguém poderá ser submetido a tortura ou tratamento desumano e degradante; inviolabilidade da liberdade de consciência; livre exercício do trabalho ou profissão, etc. O artigo sexto garante os direitos sociais: educação, saúde, trabalho, moradia, lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e assistência aos desamparados (onde está a cultura?). Mesmo com esses direitos garantidos e penas previstas para quem ousar violá-los, a sociedade tem dado demonstrações ferozes de espoliação e descaso com os direitos humanos. A começar pelos maus empresários que deixam de pagar impostos e pelos políticos corruptos que roubam o dinheiro dos impostos pagos, é grave o nível de violação desses direitos. Uma sociedade que não goza plenamente dos seus direitos, que passa fome, que sofre com a violência e a miséria, que desconhece o que é lazer e cultura, que tanta sobreviver sem emprego, que dorme ao relento, que não tem onde plantar e colher é uma sociedade escravizada, entregue à marginalidade, ao ostracismo. Quando deixa de atender as necessidades mais básicas do cidadão, quando negligencia os seus direitos mais elementares, a sociedade deixa de crescer econômica e socialmente, ela perde a sua identidade, atrofia. O ser humano é o cerne da existência da sociedade, se ele está doente, toda a sociedade adoece junto.

 

Injustiça

 

Uma sociedade só é verdadeiramente livre quando é justa. Mas o que é justiça? Justiça tem a ver com a ordem natural das coisas: cada coisa no seu lugar. Também é conceder cada um aquilo que é seu. Em se tratando de direitos humanos (citados anteriormente), justiça significa garantir que todos os cidadãos gozem plenamente dos seus direitos – e deveres – e que estes jamais sejam vilipendiados. No entanto, esta justiça que deveria ser igual para todos, é distribuída de forma desigual a cada um. Como diz a letra de uma canção: “Todos iguais, mas uns mais iguais que os outros”. A injustiça produz as desigualdades sociais, o racismo, o preconceito, a discriminação. A injustiça produz o corrupto, o ladrão, o mal empresário, as ditaduras, o terrorismo, o capitalismo selvagem. A injustiça permite que crianças se prostituam e seus algozes permaneçam impunes; permite que filhos de magistrados e políticos promovam arruaças e saiam ilesos; permite que bandidos perigosos sejam soltos através de indultos e “bom comportamento” para aterrorizar a sociedade; permite que as classes mais pobres subsistam com menos do mínimo necessário para sua sobrevivência enquanto as classes mais abastadas viajam para a Disneylândia. A injustiça priva o homem a sua dignidade e o faz descrente do sistema que o deveria proteger. Ela torna as pessoas descrentes, traz a miséria, a violência, o consumismo, a ignorância, a espoliação dos direitos, as guerras e o desamor.

 

continua...

OS DEZ MAIORES PERIGOS PARA A SOCIEDADE - parte 3

Consumismo

 

Ao contrário do que a propaganda em larga escala nos induz a acreditar, consumir não significa ser feliz. Muito pelo contrário! A crença de que “você é aquilo que você possui” é que pode produzir seres humanos tristes e frustrados. A partir do momento em que o cerne da felicidade passa a ser um bem de consumo, como ser feliz sem dinheiro para adquirir esse bem? Então somente os ricos podem ser felizes? Se ser feliz é ter o tênis da moda, como pode um assalariado, repleto de dívidas e contas a pagar, adquirir esse tênis se ele custa muito além do seu salário? Talvez ele possa fazer como muitos fazem: roubar. Então, qual o preço da felicidade? O consumismo cria uma sociedade banalizada, voltada tão somente para o materialismo, indiferente. Ele causa ansiedade, depressão. O consumismo constrói uma sociedade de aparências, que valoriza somente aquelas pessoas que possuem bens de valor. Ele ensina as crianças que elas devem se vestir igual ao coleguinha ou ao artista da TV, que ela só será valorizada na medida em que tiver o que mostrar. O consumismo gera inveja e a inveja mata. As pessoas passam a se preocupar tanto com a aparência que acabam negligenciando suas emoções, tornando-se cada vez mais problemáticas e insensíveis. No final das contas tem-se uma sociedade desumanizada, atolada em valores perecíveis, mecanizada, robotizada.

 

Inversão de valores.

 

Aos poucos falar de moral e bons costumes tornou-se antidemocrático. Podemos afirmar que a mídia contribuiu em grande parte para isso. A começar pela linguagem, os palavrões estão vulgarizados. Antigamente nossos pais nos ensinavam que certas palavras são de baixo calão, são termos chulos e imorais. Hoje em dia se discute o que é imoral. Para quem? Que cultura? A pornografia também excedeu os seus limites. O pudor desconhece o seu espaço. O nu está liberado, afinal de contas precisamos valorizar o nosso corpo, não ter vergonha dele. O respeito aos mais velhos encontra barreira nos “direitos iguais para todos”. O cavalheirismo desaparece usando como desculpa o feminismo. Sexo após o casamento já se tornou até um tabu. As conseqüências são drásticas e visíveis. Só para citar algumas: gravidez na adolescência, desajustes familiares, pornografia infantil, crianças problemáticas capazes de baterem nos próprios pais se estes desrespeitarem de alguma forma os seus “direitos”, promiscuidade, grande número de divórcios, falência da instituição familiar, desapego das virtudes humanas, banalização da violência, vícios cada vez mais nocivos e difíceis de combater, exclusão social. Tudo isso e muito mais é fruto de uma sociedade que despreza os valores morais elevados e as virtudes. Que ser humano estamos criando para o futuro?

 

Ignorância

 

Em texto anterior (Os muito “inguinorantes” que me perdoem...) foram listados dez motivos que levam a crer que inteligência é fundamental, mostrando todos os problemas causados pela falta de informação, de sabedoria, de um pensamento crítico. Essa ignorância poderia ser sinônima de “desinformação”, mas existem pessoas com acesso à informação que continuam ignorantes. Por exemplo, fumar é prejudicial a saúde, e essa é uma informação largamente repassada, mas isso não impede de muitas pessoas fumarem. Mesmo obtendo o conhecimento, continuaram ignorantes. A ignorância representa um grande perigo à sociedade. O ignorante não vive, vegeta; não produz, apenas absorve, e quando produz é para fazer crescer alguém que é mais esperto que ele. Através da ignorância proliferam as doenças venéreas e a AIDS. Da ignorância surge a gravidez indesejada e precoce. Ela impede o ser humano de exercer plenamente a sua cidadania e lutar pelos seus direitos. Ela produz as guerras, a miséria, o conformismo, o comodismo e tudo mais que se tem escrito aqui. A ignorância ideológica e política produz cidadãos alienados, incapazes de lutar por uma sociedade mais justa, incapazes de denunciar crimes de abuso e corrupção. Os ignorantes vendem seu voto, tornam-se torcedores fanáticos e matam em nome de um time de futebol; eles amarram bombas em volta do corpo e as detonam em meio ao público. A ignorância cega, faz retroceder, freia o desenvolvimento.

 

continua...

OS DEZ MAIORES PERIGOS PARA A SOCIEDADE - parte 2

As ciências da mente inventaram novos nomes para o que a Bíblia chama de pecado, porque o ser humano não suporta a idéia de ser mau, de estar errado, de possuir defeitos inerentes à sua condição humana. Se Deus não existe, não há necessidade de arrependimento, tudo é admitido, nada é vergonhoso, tudo é válido, nada é condenável. A filosofia e a ética humanas excluem Deus e centralizam tudo no ser humano. É incômodo ler na Bíblia que “... do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” (Mateus 15:19); muito menos que “... as obras da carne são conhecidas, e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias...” (Gálatas 5:19-21). Crer em Deus é caminhar na contramão dessas coisas, fazer diferente, procurar acertar sempre. Não é isso que a sociedade moderna deseja, e é por isso que ela caminha rumo ao caos.

 

Miséria

 

É óbvio que a miséria produz miseráveis. E o que significa ser miserável? Talvez signifique ser pobre o bastante para não ter o que comer, o que vestir e onde morar. Mas a miséria é algo mais perigoso e profundo. Ela desumaniza o ser humano, coisifica-o, transforma-o em marionete nas mãos de políticos inescrupulosos e da mídia exploradora. A miséria exclui não só socialmente, mas priva o indivíduo da aquisição da cultura, do lazer, da informação, da tecnologia. A miséria produz, assim, alienação social, ostracismo; ela cria pessoas que vivem à margem da história, da vida. A miséria fomenta o crime, a violência. É uma verdadeira fábrica de monstros sociais. Ela causa vergonha, traz insegurança e medo. Além disso, a miséria é quem produz o preconceito puro e verdadeiro. Uma coisa é ser homossexual ou negro ricos e famosos, outra coisa é ser homossexual ou negro pobres. Os primeiros estão na mídia, dão autógrafos, são bem recebidos em toda parte, abraçados, aclamados, escoltados pela polícia; os segundos são menosprezados, ridicularizados, surrados pela polícia, discriminados, evitados. O mesmo se dá com os portadores de deficiências. O pior preconceito é, na verdade, contra o pobre.

Onde irá parar uma nação de miseráveis, uma sociedade que não cuida dos seus e os despreza? Aceitar a miséria fabricar o ódio, é contribuir para o crescimento da desumanização. Quando a sociedade deixa de olhar para as questões sociais, deixa de valorizar o que ela tem de mais precioso: o ser humano.

 

Violência

 

A violência está muito além do confronto corporal agressivo ou da troca de tiros. Ela possui várias faces, talvez algumas ainda desconhecidas. E cada face tem um nome distinto. Podemos citar alguns: miséria, opressão, censura, prostituição infantil, abuso e exploração sexual de crianças, estupros, corrupção (ver o texto: “Renovando o curral”), roubos, assassinatos, briga de torcidas organizadas, trabalho escravo, trabalho infantil, descaso, infidelidade, desamor, indiferença, lixo cultural, pornografia na mídia aberta, alienação cultural, desinformação, drogas (ver o texto: “Tóxicos: nova Lei, velhos problemas), crime organizado. Estas variedades de violência estão dissimuladas e disseminadas na sociedade. Ela produz o caos. Quando falamos de algumas delas, como assaltos e drogas, tendemos a lançar nossos olhos sobre o cidadão pobre, incapacitado de vencer na vida, que entra para o mundo do crime. Mas a sociedade tem provado que esta é uma realidade utópica. O mal que produz a violência está dentro de cada ser humano. A capacidade de fazer o mal, de matar uma criança recém-nascida, de atear fogo a um índio, de maltratar um idoso, de assaltar um estabelecimento comercial não tem nada haver com a pobreza, embora ela possa ocasionar isso. Se assim o fosse, jovens abastados não estariam envolvidos no mundo do crime, das drogas, da violência gratuita. Políticos ricos e poderosos não precisariam roubar o dinheiro público, empresários bem-sucedidos pagariam todos os impostos devidos, fazendeiros magnatas não iriam explorar o trabalho escravo e infantil.

 

 

continua...

OS DEZ MAIORES PERIGOS PARA A SOCIEDADE - parte 1

A sociedade está correndo grande perigo, e não é de hoje. É um processo que vem se arrastando pelos séculos e que a cada dia torna-se cada vez mais avassalador. Novas formas de aniquilar a vida são inventadas a cada dia, novas maneiras de destruir o que de humano existe no ser humano são arquitetadas a cada geração. Os perigos antigos – como a tortura, as guerras, a miséria – somam-se aos atuais – as drogas, o consumismo – formando uma cadeia de terror capaz de aniquilar a vida no planeta Terra. As pessoas pedem socorro. O planeta pede socorro. A sociedade agoniza.

         Cada povo uma cultura, e cada cultura com seus próprios problemas. Alguns países são evoluídos economicamente o bastante para não temer o perigo de uma onda “tisunâmica” de miseráveis; outros são miseráveis o suficiente para temer pelo pior. Alguns países conseguem viver em paz com a diversidade religiosa, étnica, cultural, racial; em outros essa diversidade produz o terrorismo. Há lugares no mundo onde a democracia é tratada como um deus, intocável; em outros lugares as mulheres são escondidas detrás de véus e qualquer palavra contra o governo ou o “deus” estatal é rechaçada. Para os cristãos ouvir piadas envolvendo Jesus Cristo não traz comoção; para os muçulmanos traz a morte e a revolta se tais piadas usarem o nome de Maomé e envolverem o Alcorão. Enquanto ali vive-se muito bem como se vivia na idade média, aqui a tecnologia e a informática escravizam.

         Embora cada cultura cultive as suas próprias ervas daninhas, crie os seus próprios monstros, existem perigos que são gerais, que estão presentes nos quatro cantos da Terra, e a estão destruindo. Esse mal não vem das profundezas do inferno, dos astros; ele não é um castigo divino ou um carma coletivo. O perigoso mal que assola o ser humano vem de dentro dele mesmo. É o ser humano o seu próprio inimigo, seu carrasco, seu algoz. E o que se vai discutir aqui, de maneira resumida, é aquilo que parece ser os principais perigos para a sociedade, fruto do mal que existe no coração da criatura, que anseia por tornar-se ele próprio o criador.

 

 

Ateísmo

 

Uma sociedade descrente é uma sociedade materialista. O materialismo exclui boa parte das emoções humanas, como o amor, a caridade, a fraternidade, a amizade. Sem Deus resta apenas os princípios morais humanos para nos guiar. Mas que princípios morais? Sobre o que eles estão alicerçados? Quem os criou? O capitalismo? O consumismo? A tecnologia e a ciência? Se dia após dia o ser humano tem se mostrado cada vez mais mesquinho, violento, desumano, destruidor, indiferente, vergonhoso, que tipo de princípios éticos, morais e espirituais poderemos esperar? Sem Deus o mundo perde a esperança, pois tudo aquilo que ele crê passa a limitar-se a coisas efêmeras, perecíveis. Seus bens de repente acabam, as pessoas morrem, o sucesso chega ao fim, os horizontes encontram limites, os sonhos descobrem barreiras, a paz se resume a tratados frios e vazios. Sem Deus o ser humano perde o controle de si mesmo, a sociedade perde o rumo e se entrega às guerras e ao terror, embora muitos pretensamente guerreiam em nome de Deus. Sem Deus não há caminho além da nossa incapacidade de lidar com nossos próprios problemas e com as mazelas de uma sociedade doente. Sem Deus, o ser humano produz todos os perigos que se seguem nesse texto. E o pior de tudo: com a consciência tranqüila.

Negar a existência de Deus é muito mais que um culto à racionalidade da ciência. Do ponto de vista da vontade humana, viver em um mundo onde não existe Deus, principalmente Deus cristão, é muito cômodo. Muitos que desejam crer em algo além de si mesmos e da sua dura realidade acabam inventando um deus para si ou partem em busca de um deus que atenda às suas necessidades sem lhes cobrar qualquer compromisso. O que motiva o ateísmo, na maioria das vezes, é o fato de que acreditar em Deus significa servi-lo e isto envolve compromisso ético, moral e espiritual. Deus está muito além da crença. Ter fé em Deus significa acreditar na sua Palavra e praticá-la. Mas nem todos estão dispostas a abrir mão do seu conforto, dos seus vícios, dos seus erros, dos seus crimes, para se dedicar a algo perfeito e sublime.

 

continua...

CONHEÇA MAIS SOBRE O POETA MIZAEL SOUZA

Como poeta sou formado pela escola da vida, de onde tiro todas as minhas impressões, todo o aprendizado e o material necessários para a composição daquilo que escrevo. Sou um observador, mas sou acima de tudo alguém que vive aquilo que escreve. Sou um criador de teorias. Minhas poesias não são vazias de significado, como palavras que se joga ao vento. Elas refletem meu cotidiano, minhas paixões, meus dissabores. São escritas em uma linguagem simples, clara e accessível. 

Comecei a escrever poesia aos 13 anos de idade. Nesta época eu não escrevia poesias, no meu entender, mas letras de músicas, o que veio a marcar definitivamente o meu estilo. Jamais me espelhei em nenhum autor, nenhum poeta. Minha poesia sempre esteve livre de quaisquer influências literárias. Hoje percebo que meu estilo assemelha-se em muito ao de Fernando Pessoa; o conteúdo, entretanto, diverge bastante, principalmente no que diz respeito a Deus. Mas creio que desenvolvi um jeito muito pessoal de escrever. Procuro não me moldar à métrica e outras leis supremas da poesia, embora todas possam estar presentes. Gosto de liberdade para criar. A mim não importa se a rima é perfeita ou imperfeita; o importante é rimar e dizer o que quero.

Os autores nacionais que mais me chamam a atenção são Patativa do Assaré, Carlos Drumond de Andrade, Mário Quintana, João Cabral de Melo Neto, entre outros, embora não os leia com freqüência nem me espelhe nas suas obras. Não admiro nenhum autor estrangeiro, contudo gosto muito do poema O corvo, de Edgar Allan Poe, na tradução de Fernando Pessoa.

Como leitor, não gosto muito de literatura romanceada, mas de livros mais técnicos, voltados à filosofia, psicologia, política, ciência, religião, dentre muitos outros assuntos interessantes. Talvez seja por isso que jamais consegui desenvolver a arte de escrever histórias. Mesmo assim, tenho algumas histórias infantis escritas e jamais publicadas, como O menino que sonhava, Uma ovelha chamada Lena, A bruxa Jezabel, O lapidador, etc.

Como escritor possuo vários trabalhos escritos. Em 1997 comecei a escrever crônicas para o Jornal de Natal, onde publiquei vários trabalhos. Entre eles se destacam: Como enganar um cidadão e fazê-lo votar em você para presidente, Movimento de libertação feminina: em busca do tempo perdido, Educar o cidadão: riscos e rabiscos, Um país se faz com homens e livros, Pobreza: imposição ou opção, O Brasil no limite, Osama Bin Laden: nosso alter ego, Teatro do Oprimido, entre tantos outros.

Além deste meu primeiro livro de poesias a ser lançado – Eu te amo –, possuo vários outros já escritos e prontos: O livro das frases sem fim, 1000 quadras de amor e de paixão, Era uma vez você, Terra de ninguém (antologia), Um país chamado Brasil, e alguns outros de diversos temas ainda por concluir.

Meu trabalho como ator e dramaturgo iniciou-se em 1998, quando comecei a trabalhar com o Teatro do Oprimido, de Augusto Boal. Ensaiei e apresentei uma peça intitulada Fome causa-x, com um grupo da UFRN, o GABOTUN. Posteriormente apresentei com um outro grupo uma peça de teatro infantil, de Maria Clara Machado. Entre as pelas teatrais que escrevi destacam-se: Em nome do povo, que trata sobre a questão da pena de morte; Acorda Mariano, sobre as diferenças de gêneros; Se Jesus não tivesse findo, que é uma peça natalina, entre outras.

O que a poesia pode fazer pelo Brasil, pela nossa juventude, é o que a leitura como um todo pode fazer: pessoas conscientizadas de si mesmas, de seu papel dentro da sociedade; pessoas capazes de pensar criticamente; pessoas com um conhecimento mais apurado da vida, do mundo e de tudo que lhes diz respeito. Se os jovens lessem mais do que freqüentam baladas, fumem e bebem, o nível de conscientização política seria muito mais elevado. Se os governos investissem em programas de incentivo à leitura e à produção literária da mesma forma que investem no esporte, haveria menos jovens e adultos ociosos, se rendendo ao crime organizado, consumindo drogas, roubando, matando. A falta de leitura, de uma cultura sadia, imbeciliza e coisifica o ser humano. É de se supor que os governos dêem preferência ao esporte porque este não necessita de muita cultura, de estudos críticos e filosóficos. O esporte, mesmo sendo tão saudável, não cria pessoas capazes de pensar, de modificar a sua realidade através de uma revolução intelectual e cultural, que é a única capaz de transformar o mundo.

O meu interesse no meio literário e intelectual é fornecer uma literatura de qualidade, que fale ao coração e às mentes dos leitores e os leve a repensar sua vida, suas atitudes, e a fomentar mudanças. Mesmo minhas poesias românticas estão repletas de mensagens que podem ajudar a transformar o pensar e o agir do leitor. Estou sempre repensando o próprio pensamento, a vida, as coisas, as pessoas, o mundo. Como poeta e escritor desejo ver meu trabalho publicado, sendo lido em todas as partes, influenciando gerações. Não tenho muitas pretensões financeiras, apenas desejo tornar público o que penso e o que sinto, em forma de poesias.

Está bastante claro que as autoridades públicas já escolheram o seu lado: o lado da lucratividade. A maior parte do dinheiro destinado ao incentivo à cultura é repassado para a produção do Carnatal. Além de produzir empregos diretos e indiretos e fomentar o turismo na nossa cidade, esta festividade serve para engordar os cofres públicos e para alimentar, bem provavelmente, aquela rede sempre presente de corrupção, superfaturamento, etc. A produção literária não possui praticamente nenhum espaço, não só em Natal como em todo o Rio Grande do Norte. Os livros publicados são em sua maioria bancados pelos próprios autores, com muito pouco patrocínio. Raros são os que trazem algum selo de projetos de incentivo, como a Lei Câmara Cascudo. Não sei se isso se repete em outros estados do país; não tenho conhecimento.

O que falta para alavancar a cultura no nosso estado é simplesmente acreditar nela e valorizá-la. O que temos por cultura popular de massa aqui é tão somente o forró, que movimenta milhões através dos diversos shows de bandas; o Carnatal, como já falei; e as festividades juninas. A cultura tradicional permanece escondida e desvalorizada. É algo exótico que se mostra vez ou outra na Tv para dizer por desencargo de consciência: NÓS TEMOS CULTURA! Essa cultura simples do nosso povo, o mamulengo, o côco de roda e tantas outras, não movimenta grandes somas de dinheiro, por isso não é importante, não recebe incentivo e investimento. Por parte da própria população ainda contamos com mais uma agravante. Os norteriograndenses estão mais propensos a valorizar aquilo que vem de fora, principalmente do sudeste do país. A música, os livros, a cultura, o teatro; tudo o que não é daqui é melhor, mais bem produzido e merece mais atenção, mas admiração. Como a produção cultural regional poderá crescer se o próprio público-alvo não a valoriza, não a consome?

EU TE AMO - PATROCÍNIO

EU TE AMO é o nome do meu primeiro livro de poesias. Ele é composto de 100 poesias românticas datadas desde 1986 até a época atual. São poesias que falam de amor e de paixão, salpicadas com temas afins, como saudade, solidão, tristeza, alegria, e tantos outros com compõem este quadro de sentimentos mútuos entre um homem e uma mulher. Escrita numa linguagem simples, clara e objetiva, a presente obra é de fácil assimilação e rápida aceitação, principalmente entre adolescentes e jovens, que estão sempre envolvidos em questões do coração. Seus temas são cotidianos, sensíveis aos sentimentos de todos; são histórias verídicas em forma de poesias que fazem parte da vida de todos nós, o que torna mais profunda a sua identificação com o leitor.

Na Internet, mantenho um fotolog com mais de 5.500 acessos, onde exponho algumas de minhas poesias, muitas delas fazendo parte deste primeiro livro. Os comentários deixados pelos internautas são sempre de admiração e elogios, o que comprova a sua grande aceitação. Inúmeros já manifestaram o desejo de ver as poesias publicadas em um livro.

Patrocinar a publicação desta obra significa, com a mais absoluta certeza, estar investindo na cultura de qualidade e no incentivo à leitura e à produção literária. O retorno é garantido pelo grande número de leitores que ela abrange. Ela é, ainda, uma vitrine para a divulgação de pessoas físicas e/ou jurídicas que desejam ver seus nomes vinculados a algo sério, prazeroso, de bom gosto, boa rentabilidade e grande repercussão. Serão confeccionados cartazes, baners, convites e camisetas para divulgação do livro, que serão amplamente distribuídos, aumentando divulgação das pessoas e/ou empresas patrocinadoras.

Não podendo contar com o apoio e o patrocínio de entidades públicas, venho divulgar este livro e oferecer a oportunidade para quem desejar participar da sua concretização, sejam pessoas físicas ou jurídicas. O valor estimado para a impressão de 500 exemplares fica em torno de R$ 5.000,00, dependendo da qualidade da publicação e da editora. O lançamento certamente será na Livraria Potylivros, do Shopping Orla Sul, situado em Natal, RN, em data ainda a marcar. Na ocasião será servido um coquetel aos convidados, ao som de música ao vivo com um músico potiguar. Os convites serão distribuídos via Internet e em todas as filiais Livraria Potylivros, o que redundará em grande divulgação dos patrocinadores.

CONTATOS:

Mizael de Souza Xavier
Tels. (84) 3642-3037/ 3645-6357/ 9128-7483/ 8862-1494
e-mail: mizarte2005@yahoo.com.br/ mizaelpoeta@hotmail.com
fotolog: www.fotolog.terra.com.br/mizaelpoeta

QUANDO EU TE AMEI

. Quando eu te amei, descobri que jamais havia amado, que todos os meus relacionamentos precedentes não passaram de paixões que vivi, que me prepararam para vivenciar a obra suprema da criação: o amor.

 

. Quando eu te amei, percebi que todo sofrimento que eu havia experimentado até ali me serviu como uma forma de aprendizado. Cada lágrima derramada, cada noite a contemplar a escuridão com a mente a vagar, serviram apenas como base para algo bem maior que estava para se revelar.

 

. Quando eu te amei, a minha vida experimentou um novo significado. Aquele homem que andava vazio, com o coração duro como uma rocha e gelado como um iceberg acendeu-se para a realidade do amor. Quebrei o meu orgulho e me deixei levar por sentimento tão nobre. Eu que dizia que o amor não existia, agora vibrava de alegria por saber que ele é real.

 

. Quando eu te amei, descobri o significado de uma palavra que até então era estranha para mim: FELICIDADE. Somente ao teu lado pude sentir o que é a verdadeira felicidade, a felicidade inesgotável, que continua florescendo, mesmo se a chuva não cair. Somente em teus braços encontrei a alegria perpétua, como uma bênção de Deus, fonte inesgotável de vida.

 

. Quando eu te amei, foi tão bom que passou a ser praticamente impossível ficar longe de você. Era como se você fosse o meu ar, a minha luz, a minha água, o meu alimento. Quando eu estava longe de você, sentia meu coração doer, meu corpo definhar, minha mente divagar. Foi aí que percebi que havia me viciado em você, nos teus carinhos, no teu amor.

 

. Quando eu te amei, esqueci de mim mesmo para pensar somente em você. Já não importava a minha felicidade, o meu bem-estar, a minha vida. O que me importava era saber se você estava bem, se estava feliz.

 

. Quando eu te amei, escrevi as poesias mais românticas que já havia escrito na vida. Procurei em cada uma delas deixar as marcas de um amor sincero, puro e eterno. Em cada palavra, em cada frase eu colocava toda a minha alma, falando do nosso amor, dos nossos momentos de carinho, das nossas lágrimas. Escrevi cartas que declaravam toda a minha ternura e clamavam pela esperança de uma eternidade ao teu lado.

 

. Quando eu te amei, vivi os momentos mais intensos da minha vida, os mais simples e carinhosos. Experimentei os beijos mais deliciosos e molhados que até então havia experimentado. Senti o teu perfume como se o céu se abrisse e deixasse exalar toda a essência do paraíso. Entreguei-me por completo em um ato de amor que ainda ecoa no meu coração.

 

. Quando eu te amei, achei que havia encontrado um porto-seguro um oásis no deserto, um pote de outro no fim do arco-íris. Achei que finalmente a minha longa jornada havia chegado ao fm e que agora eu poderia descansar tranqüilo sob as asas do amor. Vivi este sonho, deixei-me voar bem alto, permiti-me ser feliz, sem atentar para a realidade que me rodeava e ameaçava constantemente.

 

. Quando te amei, te perdi. Talvez eu tenha exagerado no meu amor, no meu cuidado, nos meus carinhos. Talvez eu tenha errado em esperar demais de você. Dizem que meu erro foi te idolatrar. Bom, mas agora que nossos caminhos não andam mais paralelos, agora que somos apenas duas extremidades, separados pela distância e pela saudade, só me restam as lembranças e a certeza que jamais finda de que, quando eu te amei, eu te amei para sempre. Por isso ouso dizer: eu ainda te amo.

 

 

Mizael de Souza Xavier

 

06 de novembro de 2006.

AUTO-AJUDA E AJUDA DO ALTO - final

Como aqueles remédios que prometem alívio imediato para a dor de cabeça, esses livros oferecem o ouro-no-final-do-arco-íris que tanto precisamos. O seu objetivo é ir de encontro aos nossos anseios e explorá-los. As soluções, muitas vezes mágicas, apontam para o imediatismo presente em nossas vidas globalizadas, regidas pela tecnologia, pela sede de poder, pelo consumismo, pela competitividade. Não temos tempo a perder com processos longos e dolorosos de cura. O que desejamos é ser felizes, com o mínimo de esforço possível. Não desejamos correr riscos, enfrentar as conseqüências das mudanças, o desconhecido que se esconde detrás de cada escolha que fazemos. Queremos tudo em uma bandeja de prata aqui e agora. Queremos curar nossa vida, enxugar nossas lágrimas, afagar nossas dores, superar nossas crises, e tudo isso sem abrir mão do nosso conforto, dos nossos vícios, do nosso orgulho, dos nossos preconceitos.

         “As 5 coisas que não podemos mudar... e a felicidade que encontramos ao aceitá-las”. Esse é o título do livro do autor David Richo, Ph.D., psicoterapeuta norte-americano. De maneira diferente de muitos outros autores, ele apresenta os problemas, mas não oferece soluções mágicas. As cinco coisas são: tudo muda e acaba, as coisas nem sempre acontecem de acordo, a vida nem sempre é justa, a dor faz parte da vida e as pessoas não são amáveis e leais o tempo todo. Resumindo, são todas as nossas preocupações para as quais buscamos soluções para poder sobreviver dentro deste mundo conturbado. São coisas que existem por causa da ordem natural das coisas ou como conseqüências diretas dos diversos problemas que já citamos. Mas queremos mudar isso, o que é normal, porque temos medo de perder o controle de nossas vidas, da situação. Mas depois de conseguirmos alguma mudança, jamais nos sentiremos satisfeitos, pois novos problemas surgirão.

         Os livros de auto-ajuda são louváveis em um ponto: nos impelem a agir. Eles nos mostram que existe um problema e que uma solução é possível. Eles nos ensinam um caminho a seguir, nos dão as diretrizes, nos fazem despertar. Eles insistem que devemos estar no controle de nossas vidas, colocando em prática nossos talentos e potencialidades, ajudando-nos a nós mesmos e aos outros e aceitando a ajuda das pessoas que nos amam. Mas não é possível crer que exista mágica ou algum caminho fácil a ser percorrido. Não é possível aceitar que é tão fácil conquistar riquezas, saúde, felicidade e amor verdadeiro com fórmulas que não levam em conta a história de vida de cada um, que não levam em conta que cada pessoa possui a sua própria realidade, mesmo que seu problema seja idêntico ao dos demais.

Além de tudo, não é possível aceitar que Deus seja excluído da solução dos nossos problemas. Muito podemos por nós mesmos, mas se não estivermos alicerçados em algo realmente sólido, nossas frágeis defesas não demoram a desmoronar. A Bíblia nos ensina: tudo posso naquele que me fortalece. E quem nos fortalece com um poder infinito senão Deus? Quem é capaz de cuidar da nossa saúde física e espiritual como um todo senão Deus? Somente Ele e todo o seu poder pode nos ajudar nos nossos mais difíceis problemas. A ciência, a auto-ajuda procuram excluir Deus da vida do ser humano. Tudo está centrado na pessoa. E tirando Deus, o que nos resta? Tirando a esperança de uma vida em abundância, um poder espiritual inesgotável, uma força capaz de vencer a morte, um ânimo sobrenatural, o que nos resta? Resta apenas nós mesmos: doentes cuidando de doentes, perdidos procurando perdidos, cegos guiando cegos, derrotados animando derrotados. Precisamos de nós mesmos. Precisamos um do outro. Mas, acima de tudo, precisamos de Deus. Mais do que auto-ajuda, precisamos de ajuda do alto.

 

 

Mizael de Souza Xavier

 

03 de novembro de 2006.

Como aqueles remédios que prometem alívio imediato para a dor de cabeça, esses livros oferecem o ouro-no-final-do-arco-íris que tanto precisamos. O seu objetivo é ir de encontro aos nossos anseios e explorá-los. As soluções, muitas vezes mágicas, apontam para o imediatismo presente em nossas vidas globalizadas, regidas pela tecnologia, pela sede de poder, pelo consumismo, pela competitividade. Não temos tempo a perder com processos longos e dolorosos de cura. O que desejamos é ser felizes, com o mínimo de esforço possível. Não desejamos correr riscos, enfrentar as conseqüências das mudanças, o desconhecido que se esconde detrás de cada escolha que fazemos. Queremos tudo em uma bandeja de prata aqui e agora. Queremos curar nossa vida, enxugar nossas lágrimas, afagar nossas dores, superar nossas crises, e tudo isso sem abrir mão do nosso conforto, dos nossos vícios, do nosso orgulho, dos nossos preconceitos.

         “As 5 coisas que não podemos mudar... e a felicidade que encontramos ao aceitá-las”. Esse é o título do livro do autor David Richo, Ph.D., psicoterapeuta norte-americano. De maneira diferente de muitos outros autores, ele apresenta os problemas, mas não oferece soluções mágicas. As cinco coisas são: tudo muda e acaba, as coisas nem sempre acontecem de acordo, a vida nem sempre é justa, a dor faz parte da vida e as pessoas não são amáveis e leais o tempo todo. Resumindo, são todas as nossas preocupações para as quais buscamos soluções para poder sobreviver dentro deste mundo conturbado. São coisas que existem por causa da ordem natural das coisas ou como conseqüências diretas dos diversos problemas que já citamos. Mas queremos mudar isso, o que é normal, porque temos medo de perder o controle de nossas vidas, da situação. Mas depois de conseguirmos alguma mudança, jamais nos sentiremos satisfeitos, pois novos problemas surgirão.

         Os livros de auto-ajuda são louváveis em um ponto: nos impelem a agir. Eles nos mostram que existe um problema e que uma solução é possível. Eles nos ensinam um caminho a seguir, nos dão as diretrizes, nos fazem despertar. Eles insistem que devemos estar no controle de nossas vidas, colocando em prática nossos talentos e potencialidades, ajudando-nos a nós mesmos e aos outros e aceitando a ajuda das pessoas que nos amam. Mas não é possível crer que exista mágica ou algum caminho fácil a ser percorrido. Não é possível aceitar que é tão fácil conquistar riquezas, saúde, felicidade e amor verdadeiro com fórmulas que não levam em conta a história de vida de cada um, que não levam em conta que cada pessoa possui a sua própria realidade, mesmo que seu problema seja idêntico ao dos demais.

Além de tudo, não é possível aceitar que Deus seja excluído da solução dos nossos problemas. Muito podemos por nós mesmos, mas se não estivermos alicerçados em algo realmente sólido, nossas frágeis defesas não demoram a desmoronar. A Bíblia nos ensina: tudo posso naquele que me fortalece. E quem nos fortalece com um poder infinito senão Deus? Quem é capaz de cuidar da nossa saúde física e espiritual como um todo senão Deus? Somente Ele e todo o seu poder pode nos ajudar nos nossos mais difíceis problemas. A ciência, a auto-ajuda procuram excluir Deus da vida do ser humano. Tudo está centrado na pessoa. E tirando Deus, o que nos resta? Tirando a esperança de uma vida em abundância, um poder espiritual inesgotável, uma força capaz de vencer a morte, um ânimo sobrenatural, o que nos resta? Resta apenas nós mesmos: doentes cuidando de doentes, perdidos procurando perdidos, cegos guiando cegos, derrotados animando derrotados. Precisamos de nós mesmos. Precisamos um do outro. Mas, acima de tudo, precisamos de Deus. Mais do que auto-ajuda, precisamos de ajuda do alto.

 

 

Mizael de Souza Xavier

 

03 de novembro de 2006.

AUTO-AJUDA E AJUDA DO ALTO - parte 1

A dieta de Sodoma, A dieta do abdômen, A dieta do tipo sanguíneo, A dieta de Los Angeles, A dieta de South Beach, A solução para a celulite, A lei do triunfo, Dez passos para um grande amor, Dez passos para você se tornar o seu mestre, Aprenda a ser otimista, Ame-se e cure sua vida, A decisão num piscar de olhos, Caminhos para meditação, Conquiste seu bem-estar interior, Como obter o que você quer e apreciar o que você tem, Como descobrir a sua genialidade, Como conquistar sua própria felicidade, O segredo dos casais inteligentes, Desafiando as probabilidades, Em busca da autoconfiança, Excelência emocional, Enriquecer, Fonte da juventude, A meta suprema, Orações para todos os momentos, Poder da cura, Seus pontos fracos, Tudo vai dar certo, Torne-se uma pessoa melhor, Tudo vai dar certo, Telepsiquismo, O poder do subconsciente, O poder da imaginação, O valor do pensamento positivo...

         A relação acima é de livros de auto-ajuda. Mas existe no mercado um número de títulos dez vezes maior do que esse. São livros de diversos autores que prometem, sem deixar margens de erro, tudo aquilo que sonhamos obter e realizar. Problemas financeiros, emocionais, espirituais, familiares, sociais; não existe nenhum que um livro desses não se disponha a resolver. Mesmo os mais difíceis e improváveis encontram solução nas suas páginas. Às vezes são como práticos manuais de “faça você mesmo”, com exemplos e exercícios para melhorar a nossa vida. São praticamente livros mágicos, capazes de resolver os problemas mais inusitados, afirmando que nós é que não sabemos o que fazer. Mas eles sabem, e está lá a solução. Outras vezes eles admitem: o problema é sério e não poderá ser resolvido apenas com meditação; será necessária a ajuda de um cristal ou do nosso anjo da guarda.

         Porque esses livros que prometem milagres de todo tipo estão sempre nas listas dos mais vendidos? Porque a cada dia surgem mais títulos, com novas teorias e as mais diversas e bizarras soluções para os mais variados problemas do ser humano? E por que as soluções apresentadas parecem tão simples e poderosas em comparação com a complexidade dos nossos problemas? O cerne da resposta a estas questões não está nos autores e seus livros milagrosos, mas no público para o qual eles se destinam. O problema está em nós.

         A sociedade moderna tem criado monstros terríveis dentro das pessoas. A insegurança e o medo causados pela violência faz com que nos sintamos prisioneiros dentro do nosso lar, dentro de nós mesmos.  O terror está banalizado. A mídia transformou os transtornos psicológicos e sociais em matéria prima para programas fúteis e vazios. O relativismo ético e moral tem impactado nossas crenças e valores. A televisão insiste em mostrar que é normal e belo um lar desajustado, um casamento desfeito, a traição conjugal, a promiscuidade. Os filmes mostram terroristas, ladrões e bêbados como heróis. A propaganda garante que somos felizes na medida em que consumimos seus produtos e que não existe felicidade fora dos shoppings. As crianças têm aprendido que podem ser donas de si já nos seus primeiros anos, chegando a processar os pais ao mínimo sinal de agressão aos seus direitos.

         Dentro dessa grande teia de transtornos, acabamos produzindo uma série de distúrbios dentro de nós. Nunca houve tantos suicídios entre os jovens; os casos de dependência química aumentam a cada dia; as internações por problemas mentais tornam-se uma constante; os casos de depressão, de bulimia e anorexia somam-se aos demais. Estamos emocionalmente doentes, fisicamente abatidos, socialmente abalados, espiritualmente perdidos. Nos isolamos, nos subvertemos, nos odiamos. Não nos aceitamos como somos, não nos compreendemos, não nos cuidamos. E acabamos percebendo que aquele emprego tão almejado, aquele carro do ano há muito cobiçado, aquela carreira artística, aquele ser amado, aquele mega prêmio de loteria não nos preenchem como gostaríamos. Continuamos tristes, vazios, perdidos, presos, acuados. O que queremos é uma solução para esses problemas, é viver melhor, nos livrar de transtornos emocionais, ter qualidade de vida. E queremos isso agora! Mas a ciência é metódica demais, desumana! Mas também achamos que Deus não está nem aí, que Ele ou não existe ou não se importa com nosso sofrimento.

 

continua...

OS MUITO "INGUINORANTES" QUE ME PERDOEM... - final

7) A ignorância é um grande mal social. A falta de sabedoria exclui o ser humano de todas as formas. Vale a pena lembrar que durante séculos a igreja católica romana manteve o seu poder secular e espiritual através do cultivo da ignorância entre os seus fiéis. A leitura da Bíblia, livro que poderia desmistificar esse poder e condenar seus detentores, era expressamente proibida e punida com a excomunhão ou morte. Qualquer pessoa que surgisse com uma nova informação que contrariasse os dogmas da igreja era tida como hereje, julgada e, não poucas vezes, executada. Que o diga Sócrates! Martinho Lutero ousou pensar, duvidar, criticar, buscar novos horizontes para sua sabedoria e sofreu as conseqüências. O seu pensamento crítico trouxe uma nova luz ao mundo. Durante as ditaduras históricas espalhadas pelo mundo, pensar custava um alto preço. Todo e qualquer ditador que deseja manter-se no poder tem como receita infalível o cultivo da ignorância. Quanto menos sabemos, mais suscetíveis nos tornamos aos maus políticos, charlatões, estelionatários, ditadores, trambiqueiros. Quanto menos buscamos conhecimento, mais nos tornamos supersticiosos, mais nos deixamos levar pela propaganda enganosa da mídia que insiste em dizer que o álcool e o tabaco são um bom negócio para a nossa saúde. Então podemos dar nome a essa nova forma de ditadura, a “ditadura da ignorância”.

8) Não basta, porém, semear a inteligência no solo do nosso cérebro. Se este solo não for bom, se não dispuser das condições mínimas necessárias para que a sabedoria germine, todo conhecimento adquirido se perderá ou não surtirá o efeito esperado, não haverá frutos a serem colhidos. Existem muitos fatores que contribuem para a deterioração da inteligência (fatores econômicos, sociais, emocionais, etc.), e existem, também, os que dizem respeito à massa encefálica (fatores fisiológicos). O cérebro necessita estar em bom funcionamento para desenvolver todo o seu potencial de forma satisfatória. É necessário que haja um cuidado todo especial com a saúde do corpo e da mente para que se possa viver uma vida intelectual saudável. Uma vida ociosa e sedentária engessam o cérebro; uma vida atribulada e estressante sobrecarregam-no. O mundo de hoje é maléfico ao desenvolvimento mental. Uma alimentação rica em gorduras e produtos químicos, o uso exagerado de bebidas alcoólicas, o consumo de nicotina e outras drogas têm causado sérios danos a saúde das pessoas, afetando seu cérebro. Mente sã, corpo são. E porque não dizer também: corpo são, mente sã? Cuidar da saúde do corpo significa preparar o solo da mente, adubá-lo. Estando sadios temos mais chances de apreender o conhecimento necessário para o desenvolvimento do nosso saber.

9) A inteligência não pode ser burra. Isto parece um paradoxo, mas é a realidade. A sabedoria jamais deverá ser absoluta, inflexível. Assim como o filósofo que afirmou “só sei que nada sei”, devemos crer que conhecimento nunca é suficiente, há sempre algo mais a ser aprendido. As pessoas realmente sábias aprendem a desenvolver um pensamento crítico que as possibilita não aceitar de pronto qualquer verdade que se diga absoluta. O cientista e escritor Carl Sagan, em seu livro “O mundo assombrado pelos demônios”, defende que todos os seres humanos devem ser dotados de uma capacidade para criticar, para discernir as informações antes de digeri-las. Num mundo afogado na superstição, na crença exagerada no sobrenatural, na confiança da existência de extraterrestres, duendes, cristais de poder, fantasmas, ele apóia o ceticismo científico como uma forma de fugir das trevas da ignorância e enxergar a luz da verdade dos fatos. Qualquer coisa que sabemos necessita passar pelo crivo da verdade, do experimento científico. O mundo tem criado uma forma de inteligência capaz de se moldar aos anseios de uma população oprimida, carente, que busca algo mais que o natural, que aquilo que se possa sentir. Mas é preciso encarar a realidade de que nem tudo que é considerado com fato e verdade é realmente assim.

10) Como na época da inquisição e das ditaduras, é essencial para a manutenção do poder que a população permaneça ignorante, que jamais aprenda, que não se interesse em buscar conhecimento. O conhecimento enobrece, dignifica, transforma, revoluciona. Numa sociedade democrática, que valoriza o homem e o seu pensamento, investir na aquisição do saber e no desenvolvimento da inteligência é crucial ao desenvolvimento social e econômico. Uma nação burra não cresce, atrofia. O saber é a arma mais poderosa de todas as nações, é mais revolucionário que qualquer outro fator. Quando o ser humano toma posse da sua capacidade de pensar é que ele começa a existir. Para que haja uma sociedade justa e verdadeiramente democrática, é necessário que se invista na produção do conhecimento científico e literário. A maior riqueza do homem está no pensar. Ele pode ser despojado de todos os seus bens, da sua dignidade e ainda assim manter intacta a sua humanidade. Mas a partir do momento em que deixa de pensar, ele se desumaniza, torna-se apenas um objeto, uma estatística. E este é o primeiro passo para o caos.

 

 

Mizael de Souza Xavier

 

31 de outubro de 2006.

OS MUITO "INGUINORANTES" QUE ME PERDOEM - parte 2

4) Infelizmente nem todas as pessoas têm acesso a tudo que poderia lhes ajudar nesse desenvolvimento intelectual. O cérebro é algo que precisa ser usado, desenvolvido. Ele é como um computador: possui memória de fábrica, mas se não preenchermos essa memória com algo, ela permanecerá vazia. Para preencher nosso cérebro é necessário uma boa dose do conhecimento que se adquire através da leitura de livros, revistas e jornais; das lições que aprendemos na escola, nos cursos, na faculdade. As classes mais baixas estão distantes de seguir essa regra, pois ganham o básico para a sua sobrevivência. Não podem ir a teatros assistir a uma boa peça, comprar uma enciclopédia, navegar na Internet. Logo, deveria ser uma obrigação dos governantes possibilitar o acesso das classes mais humildes da sociedade às diversas fontes de do conhecimento. As fontes de conhecimentos accessíveis estão abarrotadas de informações inúteis, como veremos mais adiante, que são as únicas disponíveis de forma gratuita.

5) Por outro lado, não são todos que estão interessados no saber. Mesmo que isto seja uma questão cultural e histórica deve ser pensado. Se formos imaginar o dinheiro que é gasto anualmente com o lazer (principalmente futebol), com cigarros, bebidas alcoólicas, carnavais e o consumo desenfreado de coisas supérfluas, perceberemos que existe aí uma questão de prioridades. As pessoas estão definindo o que é essencial e o que não é. Mas baseadas em que? Quem lhes disse que inteligência não é fundamental? Ou quem lhes ensinou que é? Quem alguma vez já lhes ensinou que sem inteligência o homem assemelha-se aos animais irracionais? O mercado livreiro lucraria muito mais se as pessoas se dessem conta da importância suprema da leitura. Mas nem todos gostam de ler. As crianças e adolescentes estão mais interessadas em jogos eletrônicos. Estes desenvolvem pouco da sua capacidade motora e de raciocínio rápido, mas de pouco servirá esse conhecimento na busca por um bom emprego. A verdade é que a maioria das pessoas torce o nariz para o conhecimento, para a cultura de qualidade. Divertir-se, embriagar-se é bem mais interessante, dá mais prazer.

6) A inteligência que necessitamos não deve ser alicerçada em coisas volúveis, inúteis. Existe na mídia uma grande variedade de lixo cultural que deve ser descartado. De que adianta preencher a nossa mente com coisas que nos tornam cada vez mais burros? De que adianta absorver um conhecimento que não servirá de nada para o nosso desenvolvimento como pessoas, como cidadãos, pais e mães, filhos e filhas, profissionais, educadores, religiosos, políticos, artistas? Existe um conhecimento que é destrutivo, que inverte os valores a serem apreendidos. Deixando de lado a expressão que afirma que “gosto não se discute”, precisamos aceitar que existe uma quantidade absurda de lixo cultural tóxico disponível no mercado atual. Nunca se produziu tanta porcaria para o cérebro como nos dias atuais. O pensamento do homem moderno (principalmente nas classes mais humildes e desinformadas) tem sido alimentado com informações e conhecimentos irrelevantes, deformadores e destrutivos através desse lixo despejado diariamente em toda a mídia. Mesmo os que alimentam seus cérebros com aquilo que é sadio se deixam levar pela maçã podre do caixote. Basta voltarmos nossos olhos para os programas televisivos, principalmente aqueles domingueiros, como o Domingão do Faustão. Todo o seu conteúdo é uma agressão à capacidade intelectual humana. E o que dizer das letras das músicas mais apreciadas pelas classes populares, como o forró, o funk e o axé music? A maioria passa informações que, ou refletem o pensamento dominante, ou pretendem transformá-lo. É feita uma apologia constante ao uso excessivo de álcool (sem que alguém seja preso por isso), à prostituição (afirmando que a prostituta do cabaré é superior a esposa), à promiscuidade, à infidelidade matrimonial (pregando a destruição da família, que outrora foi considerada um alicerce firme da sociedade), a violência, o uso de drogas, o preconceito, a discriminação. Suas letras incrivelmente vazias (em especial as do axé music), levam as pessoas a dançar e a manter sua mente no vácuo.

 

continua

OS MUITO "INGUINORANTES" QUE ME PERDOEM - parte 1

Os muito “inguinorantes” que me perdoem... - Dez motivos que comprovam que inteligência é fundamental

 

 

 

         Talvez seja preconceito, não o sei bem, mas os muito ignorantes que me perdoem, mas inteligência é fundamental. Talvez devamos primeiro definir o termo inteligência. Segundo o dicionário Aurélio, inteligência significa “1. Faculdade ou capacidade de aprender, apreender, compreender ou adaptar-se facilmente; intelecto, intelectualidade. 2. Destreza mental; agudeza, perspicácia. 3. Pessoa inteligente”. Logo, todos nós, seres humanos nascemos com essa capacidade embutida no nosso DNA. Não existem homens e mulheres acéfalos, pois estes morrem logo após o parto. O cérebro, localizado na nossa caixa craniana, vulgo “cabeça”, está lá, criado e capacitado para o uso imediato e constante, salvo algum tipo de anomalia genética ou congênita capaz de incapacitar mentalmente o indivíduo. A esses dão o nome de “deficiente mental”.

         Mas infelizmente não são todas as pessoas que se dão consciência de que possuem esta capacidade de desenvolver seu raciocínio. Usam o cérebro apenas para as funções mais básicas e vitais, como enxergar, sentir fome e dor, diferenciar sons, cores, sabores e texturas, calcular, lembrar de algo, esquecer de algo mais, etc. A maioria das pessoas, na verdade, acha que inteligência é status, é para aqueles que podem pagar por ela, para os supergênios que freqüentam escolas especiais. As pessoas humildes acham que ser inteligente é para quem tem dinheiro. Outros acham que ela não é importante, que comer, trabalhar e fazer suas necessidades fisiológicas já é o bastante.

         Todavia, vamos enumerar dez razões que comprovam que inteligência é fundamental, principalmente dentro de uma sociedade competitiva como a nossa.

 

1) Desenvolver a capacidade de raciocínio, a intelectualidade, é uma questão de sobrevivência. Sete entre dez pessoas que buscam emprego no Brasil hoje não são admitidas porque não sabem fazer sequer o uso da língua portuguesa, falada ou escrita. As novas tecnologias, a globalização da cultura e da economia, o desenvolvimento científico requerem cada vez mais capacidade de raciocínio, de saber pensar para lidar com questões difíceis e complexas. Apesar de o segundo grau completo ser o mínimo exigido por algumas empresas para admitirem funcionários, nem mesmo esses estão livres de não saber conversar, desenvolver um assunto, pois jamais se interessaram em aprender algo mais que o be-a-bá. Todavia, quanto maior o conhecimento, mas qualidade de mão de obra, mas possibilidade de crescimento profissional, mais probabilidades de entrar no mercado de trabalho.

2) Mas a capacidade de aprender, a destreza mental e a perspicácia nem sempre são o suficiente. Há que se separar inteligência de sabedoria. No dicionário, sabedoria é um grande conhecimento, mas isso não nos diz muita coisa. Vamos comparar: foi preciso um grande conhecimento para fabricar a bomba atômica, mas será que jogá-la sobre Hiroxima demonstrou alguma sabedoria? Essa é uma questão filosófica e ética. Uma coisa é ser inteligente, outra é saber aplicar essa inteligência. Isto é sabedoria.

3) A inteligência é algo que existe dentro de cada um. Ela não tem preconceitos. Todos nós, brancos ou pretos, pobres ou ricos nascemos com a capacidade para aprender e desenvolver nossa intelectualidade. Os mesmos genes presentes no cérebro de Bill Gates estão presentes no cérebro de qualquer outro ser humano. Por dentro somos todos iguais! Logo, não há desculpa para não aprender, para não buscar desenvolver-se intelectualmente. É claro que desenvolvemos capacidades específicas. Por mais inteligente que Bill Gates possa ser, talvez ela não consiga fazer uma escultura em madeira. E é bem provável que Aleijadinho nada entendia de astrofísica. Napoleão Bonaparte talvez nunca tenha composto uma sinfonia, e talvez Mozart nada sabia sobre a arte da guerra. Cada inteligência é uma inteligência; cada pessoa tem seu talento específico.

CONTINUA...

QUANDO UM HOMEM AMA UMA MULHER - final

Quando um homem ama uma mulher, ele se torna verdadeiramente amigo fiel e companheiro de todas as horas, boas ou más. Deseja compartilhar com sua amada todos os seus momentos importantes e jamais a deixa de lado para encontrar-se com amigos, pois ela é mais importante que tudo na sua vida. Mesmo contra a própria natureza machista dominante, ele é capaz de não somente escutar atentamente a tudo o que ela diz, mas também de compreender em cada detalhe. Procura aceitar seus limites e defeitos, suas dores, suas crises existenciais, suas neuras, sua TPM... Não é inconveniente, mal-educado, bruto, narcisista, mas ama com amor altruísta, abnegado, incondicional, ainda que tenha de abrir mão dos seus sonhos ou adequá-los  aos sonhos da amada, da sua companheira.

 

         Quando um homem ama uma mulher, ele sabe encontrar a medida certa de todas as coisas e jamais se deixa abalar pelas circunstâncias ou vencer-se pelo cansaço. Por mais que surjam derrotas no seu relacionamento, ele tem a certeza de que a luta ainda não terminou. Transforma as barreiras em trampolins para a vitória final, acreditando sempre no amanhã, mas vivendo o hoje como se fosse o último de sua vida. A sua alegria é constante, porém jamais dissimulada. Seus atos são verdadeiros, desprendidos de mesquinhez. Suas palavras são doces, românticas, gentis. Ele deixa de ser um mero espectador sentado na arquibancada de sua vida amorosa e passa a ser um agente criador e transformador da sua própria história. Ele não cruza os braços e espera que as coisas aconteçam, mas arregaça as mangas e coloca as mãos na massa. Mas não age sozinho, pois compreende que o sucesso da sua relação dependerá de ambas as partes.

 

         Quando um homem ama uma mulher, ele sabe que é tudo uma questão de tempo para que os sonhos comecem a se tornar realidade e que nada jamais será impossível se ele acreditar, se ele de fato amar verdadeiramente, sem reservas, sem medo de ser feliz, dispondo-se sempre a doar-se por completo.

 

         Quando um homem ama uma mulher, quando ele realmente AMA esta mulher, este amor supera todas as barreiras existentes e o faz triunfar por um caminho apertado, mas essencial para provar seu amor; um caminho que conduz ao destino por ele almejado: a eternidade ao lado da mulher que ele ama.

 

Este homem sou eu e esta mulher é você.

 

Te amo.

 

 

Mizael de Souza Xavier

[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Nordeste, PARNAMIRIM, rosa dos ventos, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Arte e cultura, Cinema e vídeo, leitura
MSN -